Quinta-Feira, 05 de Dezembro de 2019

PF prende suspeitos de movimentar R$ 40 milhões por dia em instituição financeira ilegal de São Leopoldo

Brasil - quinta-feira, 17/10/2019 às 09h00min
PF prende suspeitos de movimentar R$ 40 milhões por dia em instituição financeira ilegal de São Leopoldo
PF prende suspeitos de movimentar R$ 40 milhões por dia em instituição financeira ilegal de São Leopoldo.jpeg

A Polícia Federal está realizando uma operação, na manhã desta quinta-feira (17), contra uma instituição financeira ilegal de São Leopoldo suspeita de movimentar R$ 40 milhões por dia. As ações ocorrem em cinco estados.

Estão sendo cumpridos 65 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Caxias do Sul, além de em Curitiba (PR), Bragança Paulista (SP), Palmas (TO) e Brasília (DF).

Até as 8h, nove pessoas haviam sido presas. Também estão sendo executadas medidas judiciais cautelares para apreensão de veículos, sequestro de bens e bloqueio de valores em contas correntes.

Segundo a PF, o grupo fica sediado em São Leopoldo e atua no mercado financeiro paralelo, sem autorização das autoridades competentes, com a captação ilegal de recursos de cerca de um milhão de clientes.

A investigação tem o apoio da Receita Federal. O inquérito policial foi instaurado em janeiro deste ano e apurou que os clientes do grupo eram atraídos pela promessa de retorno 100% sobre o valor investido, no prazo de seis meses. A captação de recursos estava estruturada em formato conhecido como de “pirâmide financeira”, em que os novos investidores subsidiam os pagamentos de remuneração daqueles que já aplicaram recursos há mais tempo.

A organização já havia sido notificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que se abstivesse de tais práticas não autorizadas, mas seguiu atuando. A empresa teve então expedida uma ordem de parada de operações, que também foi ignorada.

De acordo com a PF, ao longo da investigação se evidenciaram outras práticas criminosas como a aquisição de moedas virtuais para remeter ao exterior, em supostos atos de evasão de divisas, assim como crimes de lavagem de dinheiro, entre outros.

Fonte: G1


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