Depressão, a doença do século: Saiba tudo sobre a doença considerada uma das mais mortais e silenciosa do século

A medicação auxilia no tratamento dos sintomas fisiológicos, cabendo apenas ao psiquiatra a avaliação para indicar o medicamento adequado para o tratamento

Por Jornal Rondônia

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Após a perca trágica de um servidor público municipal de Porto Velho no último sábado (17/06), notamos a necessidade de abordamos um assunto que pode de alguma maneira salvar vidas. Em conversa com a psicóloga Dr. Thamires Lavick tentaremos esclarecer causas, tipos, tratamentos entre outros.

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, o Transtorno Depressivo Maior (depressão), é caracterizado pela presença de humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de alterações somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo, envolvendo alterações nítidas no afeto, na cognição e em funções neurodegenerativas, e remissões interepisódicas. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da vida.

Podemos considerar a depressão uma doença?

Sim, a depressão é uma doença psiquiátrica crônica e deve ser corretamente diagnosticada e tratada. O diagnóstico é feito por um profissional especializado, podendo ser um psicólogo e/ou psiquiatra.

Existe diferença entre depressão e ansiedade?

Depressão e ansiedade são transtornos mentais, embora possam apresentar sintomas comuns, os dois se distinguem pelo tempo de duração e permanência dos sintomas. A ansiedade por sua vez apresenta dois sintomas específicos: ansiedade e preocupação excessiva. Lembrando que, é necessário o auxílio de um profissional especializado seja procurado para o diagnóstico e tratamento corretos.

Quais os sinais que podem indicar o início

Humor deprimido na maior parte do dia, diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersônica (dormir excessivamente), fadiga ou perda de energia, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada, capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida.

Como diferenciar depressão de uma fase ruim

Na depressão há humor deprimido persistente e a incapacidade de sentir felicidade ou prazer, enquanto que, no momento em que o indivíduo está passando por uma fase ruim, as características presentes são os sentimentos de vazio e perda, e que após um período indeterminado, o indivíduo pode deixar de ter esses sentimentos.

Psicóloga Dr. Thamires Lavick.

 

Quais os tipos de depressão

No DSM-5 – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, aparecem as seguintes classificações:
Transtorno Disruptivo da Desregulação de Humor;
Transtorno Depressivo Maior (leve, moderado, grave);
Transtorno Depressivo Persistente (Distimia);
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual;
Transtorno Depressivo Induzido por Substância/Medicamento;
Transtorno Depressivo Devido a Outra Condição Médica;
Outro Transtorno Depressivo Especificado;
Transtorno Depressivo Não Especificado.

Como diagnosticar que alguém próximo está depressivo

Tristeza persistente, observar perda de interesse em atividades que antes lhe traziam prazer, isolamento, entre outros. É importante que haja essa atenção quanto a estes comportamentos, porém, o diagnóstico só pode ser realizado por um profissional. A família, os amigos são de suma importância no processo de acolhimento e busca por um tratamento especializado.

Depressão tem cura? Quais os tipos de tratamento

A depressão não tem cura definitiva, há a remissão parcial ou completa dos sintomas. O tratamento é realizado com psicoterapia e medicamentos. A psicoterapia vai auxiliar a pessoa a identificar as causas emocionais que desencadearam o transtorno depressivo. A medicação auxilia no tratamento dos sintomas fisiológicos, cabendo apenas ao psiquiatra a avaliação para indicar o medicamento adequado para o tratamento.

Qual a importância de ter pessoas demonstrando afeto

A rede de apoio é essencial para que haja o acolhimento, dando suporte à pessoa que se encontra em sofrimento psíquico, escutando e amparando de forma significativa neste momento, auxiliando a pessoa a retomar gradualmente o ritmo da sua vida. A rede de apoio também deve ter conhecimento sobre a depressão, participando das consultas com o médico, ou se informando com um psicólogo, para poder ajudar da melhor maneira.

A Dr. Ainda informa que as pessoas dão maior ênfase aos sintomas, mas o enfoque maior seria o de que as pessoas não tem mais ânimo para viver e que até os veículos de comunicação precisam ter cuidado para divulgar tais tragédias, quando acontecidas, pois podem gerar gatilhos para quem está passando pelo processo.

“ Preciso falar sobre “visão” que todo mundo tem sobre uma pessoa que tem depressão ou que está em tratamento. Dentre várias pessoas que eu conversei, ou até mesmo ouvi em veículos informativos, o que e notório é que as pessoas dão um enfoque maior aos sintomas ( o que não é 100% ruim), mas o principal é de que a pessoa não tem mais ânimo para viver, vive em tristeza profunda e persistente, isolamento entre outros sintomas. Não considerando que a pessoa que está com depressão ou em processo de tratamento possa voltar a executar suas atividades, e é ai que entra os diálogos como: nossa, não imaginava que ele (a) passava por isso, pois vivia sorrindo. Caso você esteja passando por isso, procure alguém de confiança e converse sobre o que está sentindo, se você tiver dificuldade de se abrir com alguém, busque por um profissional qualificado ou algumas redes de atendimento próximas como a Unidade Básica de Saúde, CAPS – Centro de Atenção Psicossocial e as clínicas escolas “ finalizou a Dr.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil, depressão não e frescura, cuide de quem você ama.

 

Fonte: Jornal Rondônia

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