Inicialmente 24 presidiários do regime semiaberto exercem a função. Conforme a prefeitura do município, o trabalho nas ruas é resultado de um convênio assinado entre poder executivo e o poder judiciário.
De acordo com a prefeita, Glaucione Rodrigues (PMDB), o objetivo de colocar os apenados para trabalhar é melhorar a limpeza urbana. “É um projeto piloto, que é bom para todos. Além de melhorar a limpeza, estamos ao mesmo tempo oferecendo uma oportunidade aos presos do regime semiaberto para que possam trabalhar, reduzir suas penas e começar uma reinserção social”, aponta.
Ainda segundo a prefeita, com esse convênio a prefeitura pode cumprir um papel social de custo menor, que ainda permite uma ação de limpeza urbana.
Jucilmar dos Santos cumpre pena por receptação e foi um dos selecionados para fazer parte do projeto de ressocialização. Segundo ele, esta é uma oportunidade que os presos têm de voltar à sociedade.
“A gente está aqui para trabalhar e esperamos que a sociedade possa nos enxergar com outros olhos, porque não somos bichos de sete cabeças e quando temos oportunidade nós fazemos por merecer”, comenta.
O juiz de direito Ivens dos Reis Fernandes, da 2ª Vara criminal de Cacoal, explicou que os detentos escolhidos passaram por uma “rigorosa seleção” e estão aptos a desempenhar as funções de limpeza.
“Temos a pretensão de expandir o projeto. É uma oportunidade única. São novas portas se abrindo”, disse o juiz.
Apenadas
Segundo a prefeitura, também existe um projeto que deve ser desenvolvido nos próximos meses com as apenadas do município. A ideia é capacitar as detentas para desenvolver atividades de corte e costura. Tudo deve funcionar dentro da unidade prisional. Para isso, uma sala especifica está sendo construída.
“Será uma oportunidade para as mulheres se especializarem, aprenderem uma profissão e ainda ocupar a mente. Nosso projeto é que elas possam confeccionar lençóis para os hospitais e enxovais para crianças recém-nascidas”, explica a prefeita.