A Defesa Civil de Porto Velho segue monitorando a situação do Rio Madeira, que registrou nesta quarta-feira (26), a marca de 15 metros, cota de alerta. Ainda segundo o acompanhamento, em alguns pontos já existe o transbordo e também começa a atingir áreas ribeirinhas e urbanas da capital.
Segundo a Defesa Civil, é um sinal de alerta e atenção, porém nada emergencial no momento.
O Distrito de Nazaré e a comunidade de Ressaca, por exemplo, já sentem os efeitos da subida do rio, com a água invadindo algumas casas e, ainda, alagando alguns afluentes.
O órgão municipal informou que todos os procedimentos previstos dentro do Plano de Contingência Municipal (Plancom), referente às ações de prevenção, preparação e resposta, estão sendo tomados.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Marcos Berti, o órgão está seguindo todos os protocolos de levantamentos de risco e vistorias, seguindo a prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação (este último caso necessário), e que são etapas fundamentais de um plano de ação para reduzir os danos causados pela natureza.
“Nesta quarta-feira recebemos informações, principalmente do baixo Madeira, que as águas estavam subindo bastante, porém já estávamos em monitoramento. Nossa equipe, junto com a Superintendente Municipal de Integração Distrital, já se deslocou para a região em caráter de vistoria e apoio. Também estão presentes a equipe engenharia, assistência social e operacional direcionado”, disse o coordenador.
Outras comunidades do baixo Madeira também foram monitoradas, como, por exemplo, São Carlos, Brasileira, Boca do jamari, Bom Será, Santa Rita e Nova Aliança.
Ainda segundo a Defesa Civil, a previsão é que o rio Madeira continue subindo. Essa elevação de nível é causada por chuvas na Bolívia e Peru. “Nosso plano B, neste monitoramento, é deixar montadas algumas barracas de apoio em Nazaré para qualquer situação inesperada para as famílias desses locais mais afetados e vulneráveis. Com apoio de outras secretarias, já estamos programando, também, precocemente, outra ação de ajuda para essas comunidades do baixo madeira, em caráter emergencial”, conclui o coordenador da Defesa Civil.
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