Pai que matou a filha é espancado em presídio e reconstituição é cancelada

Polícia - quinta-feira, 03/10/2019 às 08h16min • Atualizado 08h17min
Pai que matou a filha é espancado em presídio e reconstituição é cancelada

Na manhã desta quarta-feira (2) as equipes de segurança da Polícia Civil, Polícia Técnica (Politec), Guarda Municipal e Polícia Militar (PM), montaram uma estrutura para realizar a reprodução simulada dos fatos, na casa onde Lauanny Hester Rodrigues foi espancada até a morte. No entanto, a ação não aconteceu porque o suspeito foi espancado pelos detentos no presídio da cidade.

A casa onde aconteceria a reconstituição está localizada no bairro Marechal Rondon em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari,

Um dos suspeitos, William Monteiro da Silva, pai da menina de dois anos, se negou a participar da reconstituição. O crime aconteceu no dia 21 de setembro.

VEJA AQUI: Pai de criança espancada até morte “sequer derramou uma lágrima”, diz Delegado

‘Pai sequer derramou uma lágrima’, diz delegado sobre caso da menina espancada até a morte em RO
No momento em que seria iniciada a reprodução simulada dos fatos, segundo o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Camargo, o advogado da defesa informou que o suspeito não participaria.

“Agora pela manhã mobilizamos todas as forças de segurança da polícia também na redondeza, no entanto fomos surpreendidos no local durante o início da realização com o advogado da defesa, o doutor Hugo, que após entrevista reservada com o cliente, William, disse que de última hora eles decidiram não participar da reprodução simulada dos fatos”, afirmou o delegado.

Uma estratégia, diz Rodrigo Camargo, pode ter sido usada pela defesa. “Provavelmente isso é para que o Willian não entre em contradição com a versão da companheira dele. É um direito constitucional do acusado não produzir provas contra si”, explicou o delegado.

O delegado disse que antes da mobilização para a realização da reprodução simulada dos fatos houve uma conversa com o próprio Willian que confirmou a participação dele na ação.

“Na parte da noite o advogado tinha confirmado. Também conversamos com o próprio William na UPA, pois ele disse que foi agredido, em tese, por alguns detentos em razão desses fatos. O William tinha dito que sim, e que gostaria de participar da reprodução simulada dos fatos para produzir provas da sua defesa. No entanto, chegando aqui, ao verificar que primeiro seria feito a reprodução com ele e posteriormente com a sua companheira, a defesa optou, por opção estratégica, de não realizar. Certamente para evitar contradições entre a versão apresentada por um e por outro. Então a Polícia Civil franqueou o total acesso ao exercício da ampla defesa, no entanto, o advogado achou por bem não participar”, finalizou.

Fonte: Jornal Rondônia - Edição


Seja o primeiro a colaborar

Deixe seu comentário!

Informe seu nome
Informe seu email

%d blogueiros gostam disto: