Sexta-Feira, 10 de Julho de 2020

Dilma será indenizada em R$ 60 mil após ser chamada de burra em propaganda

Brasil - segunda-feira, 25/05/2020 às 17h58min
Dilma será indenizada em R$ 60 mil após ser chamada de burra em propaganda
Imagem .GIF que ilustra campanha publicitária do Governo do Estado de Rondônia sobre o combate ao Coronavírus.

A ex-presidente Dilma Rousseff deverá receber uma indenização no valor de R$ 60 mil da empresa “Estratégia Concursos Ltda.” que teria a chamado de burra em uma peça publicitária.

Segundo o UOL, a decisão foi tomada pela juíza Gislene Rodrigues Mansur, da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte, que justificou dizendo que o uso da imagem de alguém para campanha publicitária depende de autorização, independentemente de ser uma figura pública.

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No caso de figuras públicas, a proteção de sua dignidade e honra deve ser garantida — mesmo que a posição as deixe suscetíveis a críticas e exposição de sua intimidade.

A empresa de concursos usou a imagem da ex-presidente em uma propaganda sobre “como deixar de ser burro”. A publicidade visava divulgar uma aula virtual sobre técnicas de estudo.

A defesa da empresa alegou que pessoas públicas “devem suportar o ônus de terem suas condutas e seus atos submetidos à publicidade e a críticas”, e apontou que a imagem da ex-presidente foi usada em relação a fatos de sua vida pública. A empresa de concursos afirmou, ainda, que o objetivo não era ofender os consumidores “e, sim, de estimular o estudo e à busca pelo que se deseja”.

A juíza entendeu que a propaganda tinha a intenção clara de ridicularizar a ex-presidente. Ela considerou o conteúdo “de mau gosto” e “extremamente ofensivo à honra porque reduz o sentimento de dignidade próprio da pessoa e a consideração dos outros”.

“Não se nega que o uso não consentido da imagem de pessoas públicas comporta exceção quando ela é veiculada no contexto de uma matéria jornalística de alta relevância do ponto de vista da informação, não envolvendo, pois, o fim específico e claro de sua exploração econômica e, pior, de sua ridicularização”, afirmou na decisão.

Fonte: Portal do Holanda


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