Preso nesta quarta (03), Lúcio Mosquini era engenheiro de empresa vencedora de licitação

Fonte: Rondoniagora

Quinta-Feira, 04 de Outubro de 2018 às 08:23

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O deputado federal eleito Lucio Antonio Mosquini (PMDB), 45 anos foi preso nesta quarta-feira como envolvido no esquema de corrupção descoberto pelo Ministério Público do Estado. Um dos alvos da Operação Ludus é a obra do novo “Espaço Alternativo” da Capital, na Avenida Jorge Teixeira, na ligação até as proximidades do Aeroporto da cidade.Leia Mais

A empresa vencedora da licitação, o consórcio de Obras Centro Oeste, deveria receber mais de R$ 22 milhões pelos serviços. O MP apurou várias irregularidades e um possível direcionamento na licitação. O consórcio é formado pelas empresas Max Silva Lopes Construções Eirele Ltda e a Construtora ne Instaladora Rondonorte Ltda, esta última, onde Lúcio Mosquini prestava serviços antes de entrar no Governo.

No último mês de outubro o Tribunal de Contas determinou que o Estado parasse de pagar pela obra em razão de suspeitas sobre irregularidades. Até aquele mês mais de R$ 9 milhões já haviam sido repassados e as empresas exigem o restante.

A investigação realizada pelo MP levou à descoberta de uma sólida organização criminosa instalada no poder público estadual, que se destacou na prática de crimes, notadamente falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude a licitação, peculato, lavagem de dinheiro, entre outros, a qual contava com a efetiva participação de empresários, policiais militares e agentes políticos de reconhecido poder no âmbito estadual e federal.

Os trabalhos investigativos iniciaram em agosto de 2014 e tiveram como foco, além da organização criminosa, a contratação e a execução da obra pública popularmente conhecida como “O Novo Espaço Alternativo” de Porto Velho, terceirizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem deste Estado de Rondônia (DER), ao preço final de R$ 22.802.088,73 (vinte e dois milhões oitocentos e dois mil e oitenta e oito reais e setenta e três centavos).

Estão sendo cumpridos, por força de decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, 14 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, além de diversas ordens de suspensão de função pública, proibição de acesso a órgãos públicos, indisponibilidade de bens e outras medidas cautelares nas cidades de Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto e Ji-Paraná.

O nome da operação é uma referência ao local da Grécia antiga, no qual eram realizadas atividades desportivas.

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