Alunos do Colégio Tiradentes de Jaci se destacam em competições de diversas áreas

Fonte: Secom/RO

Segunda-Feira, 28 de Agosto de 2017 às 15:07

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Os irmãos Eliandra Keroli, 11 anos e Hélio Paulo Leite de Lima, 12 anos são estudantes sempre presentes no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Jaci-Paraná seja pela a manhã ou a tarde. Se você vai até a sala de jiu-jitsu lá estão eles mostrando toda a garra no tatame. Ao entrar na sala de robótica, advinha quem encontramos? Isso mesmo, os irmãos Lima.

‘‘Minha filha é medalhista em robótica, os dois também são medalhistas no jiu-jitsu. Mas todo esse interesse pelos estudos só foi despertado quando chegaram ao colégio Tiradentes’’, revela a analista de RH Josilane de Oliveira Leite. ‘‘Na escola antiga, eles não tinham desenvolvimento, era uma dificuldade para ir às aulas, tinham preguiça. Hoje em dia não, basta chamar uma vez, já se arrumam e vão ao colégio na maior felicidade’’, conta.

De acordo com a diretora do colégio, tenente PM Erika Ossuci, foi criado um modelo educacional único para Jaci-paraná com disciplina, resgate de valores e princípios e projetos extracurriculares como aula de xadrez obrigatória, escolinhas esportivas, robótica, reforço escolar no contraturno e espaços especiais como horta geométrica, sala aberta de leitura e orquidário.

Eliandra Keroli de Lima, 11 anos, está na escola desde o ano passado e disse que quando estava na escola antiga passava em frente ao colégio e já sonhava em estudar nele. ‘‘Os alunos elogiavam a escola, diziam que era muito legal e que a tenente dava muito apoio’’. Ela tem se destacado na robótica e fala sobre o projeto premiado. ‘‘Ele se chama Robut, ele vai ajudar os agricultores a plantarem, é tipo um tratorzinho, só que mais barato’’. Com ele ela ganhou o 1º lugar na feira de Rondônia de Científica de Inovação e Tecnologia (Ferocit) desse ano. ‘‘Eu fiquei muito feliz’’.

As amigas e autoras de um projeto de sustentabilidade premiado Samara Artuso e Ana Luiza Calmon, ambas com 15 anos e estudantes do 1º ano destacam o apoio que recebem para criar um projeto de reaproveitamento inédito.  ‘‘Quando se fala em reaproveitamento se pensa em reaproveitar plástico, papelão e nós pensamos em reaproveitar principalmente sementes as cascas de frutos e  a partir daí com várias pesquisas nós criamos as barrinhas nutritivas, ao mesmo tempo que evita o desperdício, é um produto inovador e capaz de fomentar a economia criativa da região’’, acredita Ana Luiza.

A primeira vez que elas apresentaram o produto foi na Ferocit e agora irão à Colômbia. ‘‘Nós ganhamos o melhor prêmio da Ferocit que foi uma viagem para a Colômbia. Vamos apresentar o nosso projeto lá no dia 27 de agosto’’, disse Samara. ‘‘É uma satisfação ver que seu esforço teve reconhecimento’’, afirma Ana Luiza.

O estudante do 1º anos Cleiton Domingos Vicentini, 16 anos conseguiu uma façanha para poucos. O projeto chamado Bateria de hipoclorito de sódio foi tão bem avaliado que ganhou patrocínio de uma das empresas de grande porte do Brasil. ‘‘ É capaz de ligar TV e outros objetos elétricos que não exija corrente muito alta. Ele não é um projeto poluente e tem baixo custo de manutenção’’.

Débora Maia, 16 anos, está no 2º ano. Ela é a responsável pela sala de robótica e, como ela mesma diz, tem missão de criar soluções. Ela é autora do Projeto Reuso da água do banheiro. ‘‘O projeto consiste no reuso da água do chuveiro e da pia do banheiro. Por mais que aqui tenham muita água, a gente vê um desperdício muito grande. A água não vai acabar, mas vai se contaminar com o tempo e esse projeto visa lugares com escassez de água pode ser muito bem utilizado no nordeste, sudeste, lugares onde a água é escassa’’. Protótipos do projeto foram feitos com apoio da Unir.

Com o projeto, Débora ganhou uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). ‘‘É gratificante porque você vê que seu esforço valeu a pena. Eu gostaria de ver esse projeto implantado, tem alguns lugares que realmente precisam. Esse é o meu foco, ajudar pessoas’’.

Débora mostra gratidão por todo o apoio que recebe do colégio. ‘‘Acho que colégios militares implantadas em outras cidades e até mesmo em outras localidades do Estado funcionariam muito bem porque muitas vezes as pessoas tem uma visão errônea do que sejam as escolas militares. Não é o que as pessoas acham que é. É uma coisa ótima, tem disciplina. As regras são boas e também tem o incentivo, você passa a ser importante. Não é aquela coisa de você ir, assistir aula e volta para casa como se nada fosse acontecer’’, avalia.

O professor de Educação Física Cláudio Duran Pedraza Júnior, responsável pelas escolinhas esportivas ressalta o bom desempenho dos atletas.  O jiu-jitsu, por exemplo, foi implantado no final de 2015 e já naquele ano os estudantes conquistaram três medalhas. Já em 2016 foram 84 medalhas e este ano já chegam a 36 medalhas. Atende um público de 56 alunos de 11 a 18 anos.

‘‘A gente cobra bastante dos alunos desempenho, estudo, converso muito com eles. Para está no tatame, eles precisam ser bons no estudo, em casa, na rua. Aqui nós somos uma família, todo mundo tem que se respeitar. Não trato eles como atletas, mas como cidadãos. Não quero formar atletas, quero formar cidadãos com responsabilidade, dignidade, respeito, humildade, se eles fizerem essa parte, já está ganho o meu trabalho’’.

O colégio ainda vai completar quatro anos em 2018, mas já coleciona diversas medalhas e troféus de estudantes que se sobressaem em várias áreas de conhecimento. ‘‘Eu já parei de contar as medalhas, não dou conta mais. Temos 283 certificados de premiação aguardando por moldura e vários na parede. Temos medalhas e troféus do jiu-jtsu, do Joer, de participação em feiras de ciências, concurso de fanfarra, de bandas, pelotão de elite, olimpíadas de português, olimpíadas de matemática, olimpíadas de química’’, conta com orgulho a diretora.

Para ela, essas transformações de estudantes que hoje acreditam em seus potenciais é motivo de motivação. ‘‘É o que eu falo para meus alunos. Tudo o que a gente acredita, a gente consegue fazer. E aí vem o primeiro principio que me move, é preciso acreditar no que se faz. Eu acredito que essa é a escola dos sonhos, eu acredito que aluno pode mudar de vida aqui que os professores estão aqui para fazer a transformação, são servidores diferenciados, dedicados, querem que os meninos se sobressaiam na vida’’.

Sonhos que muitas vezes precisam ser despertados. ‘‘Tem menino que é tão podado na vida dele que nem sonho tem. Cabe a gente também plantar esses sonhos nele porque quando as pessoas sonha alguma coisa, planeja, elas acontecem. O fundo do poço é quando a pessoa nem sonha mais nada. Só está vivendo por viver e isso nem um ser humano merece. Quanto mais você cresce, mas você pode crescer. A gente é do tamanho dos nossos sonhos, não tem pobre, não tem rico, não tem cor, não tem gênero’’, considera a tenente.

E foi assim acreditando, projetando, trabalhando, criando, que Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Jaci-Paraná se tornou a escola dos sonhos de servidores, da comunidade e de centenas de estudantes que agora sabem que sonhos se tornam realidade.

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