Vídeo: Médico diz que uma das vítimas atacadas a golpes de facão segue em estado gravíssimo e perdeu massa encefálica

Fonte: Rondoniagora

Terça-Feira, 06 de Novembro de 2018 às 14:59

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Em novo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (5) sobre as vítimas do ataque violento de Edinei Ribeiro, em Porto Velho, o médico Fernando Máximo, cirurgião geral, informou que nenhuma tem condições de receber alta e pelo menos um paciente ainda está em estado gravíssimo. Dos hospitalizados, três são homens e quatro são mulheres. Uma deixou o Hospital João Paulo II e foi transferida para o Hospital de Base, em Porto Velho.

Os pacientes foram atacados por golpes de facão na última quinta-feira (1º). No total, uma mulher morreu e outras dez pessoas ficaram feridas. O agressor foi morto após atacar os policiais militares que tentavam prendê-lo.

Segundo o médico, todas as vítimas hospitalizadas já passaram por procedimentos cirúrgicos, mas uma ainda tem risco de morrer e segue na UTI. “Dos que estão no João Paulo, uma permanece em estado gravíssimo de saúde. Está na UTI com fratura exposta do crânio e com perda de massa encefálica. As demais vítimas estão estáveis, mas nenhuma delas em condição de alta, dada a gravidade das lesões”, esclarece o profissional. 

Fernando Máximo ainda relata que as vítimas tiveram lesões múltiplas e pelo menos três com fratura de crânio e exposição de massa encefálica. Elas passaram por procedimentos cirúrgicos no momento da urgência, com equipes de ortopedia, cirurgia geral, buco-maxilo-facial, neurocirurgia, mas ainda têm lesões graves. “Ou seja, tem gente que teve lesão na cabeça, no pescoço, no tórax, nos membros superiores, inferiores. São pessoas que permanecem internadas, algumas delas com risco ainda de amputação de membros, com risco de necrose de alguns enxertos que foram feitos, risco de ficarem sequeladas, com sequelas motoras, neurológicas e, obviamente, sequelas psicológicas. O trauma foi bastante intenso”, alerta.

A partir de agora, a equipe médica acompanha a evolução do quadro clínico de cada paciente, principalmente os que tiveram membros ou partes do corpo suturados, após serem quase decepados. Uma paciente foi transferida par ao Hospital de Base, teve o nariz reimplantado. “O estado de saúde dela é estável, ela tem procedimento estético para fazer, já foi operada pela cirurgia plástica, deve ser operada novamente, mas é um quadro clínico estável. A gente tem que aguardar a evolução do quadro para saber se realmente esse nariz vai ficar ali no lugar, se pode haver uma necrose. A gente precisa aguardar a evolução do próprio organismo dela, dos medicamentos, dos antibióticos, saber se vai haver circulação de sangue naquele local novamente. Então, só o tempo nos dirá o que vai acontecer com essa paciente”, afirma o médico.

O ataque

Os ataques ocorreram em diversos bairros na Zona Leste de Porto Velho, na última quinta-feira (1º). Edinei Ribeiro morava no Bairro Três Marias, Zona Leste de Porto Velho. Ele saiu em um carro modelo Fiat Uno e atacou as 11 vítimas aleatoriamente em vários bairros, entre Porto Cristo, Renascer, Fortaleza, Mariana e Airton Sena até retornar para casa onde foi baleado pela Polícia Militar.

Conforme o boletim de ocorrência, Edinei foi até a casa de Marta Rodrigues Pereira, bateu no portão e foi atendido pelo esposo de Marta, pois eram conhecidos. Ele já com os dois terçados nas mãos e a faca na cintura, desferiu dois golpes no esposo em Márcio, um no tórax e outro na face, deixando caído e sangrando, e em seguida, adentrou à casa e foi até Marta e lhe feriu com um golpe de faca no peito, atingindo o coração, que resultou no óbito. Ao sair da residência, o homicida viu o filho de Marta e o atingiu com o terçado na rua, acertando-o no peito e no braço lado esquerdo.

Na sequência, o agressor seguiu em seu carro para a Rua Felipe Camarão, onde atacou Mirtes no crânio e face, cortando todo o rosto, depois feriu o filho dela. Próximo a Rua Preces, atacou ainda Gerson Rocha no ombro direito. Populares que viram o agressor dando os golpes na vítima foram e tentaram tomar o terçado entrando em vias de fatos, no entanto, não conseguiram detê-lo. O agente entrou no seu carro e tomou rumo ao Bairro Cascalheira onde também desferiu vários golpes em uma outra vítima que conseguiu correr e pedir ajuda em um ponto comercial. O agente abandonou o seu veículo na Rua Capão da Canoa e seguiu a pé passando pela Rua São Lourenço e invadiu uma casa, dentro da casa agrediu e desferiu uns golpes em uma outra vítima de nome Renato Fernandes, que ficou lesionado no crânio e membro superior direito. Depois o agressor saiu correndo e foi para a sua casa, sendo seguido.

Denunciado por populares, a polícia foi ao local e, após algumas tentativas para que se entregasse, Edinei Ribeiro foi morto por seis tiros que atingiram o ombro direito, um no ombro esquerdo; um no antebraço esquerdo; um na mão esquerda; um na coxa direita e outro na coxa esquerda. 

O delegado Vinicius Lucena da Delegacia de Homicídios, responsável pelas investigações, acredita que o homem teve um surto psicótico. Os policiais não encontraram remédios controlados, ou entorpecentes na casa de Ednei e o trabalho agora é ouvir testemunhas e as vítimas para entender o que de fato aconteceu. Ainda conforme o delegado, Ednei teve outras três ocorrências policiais na vida, entre elas uma relacionada a Lei Maria da Penha.

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